Mata atlântica x Crescimendo da Avenida Paralela.

Atualmente a Av. Tacredo Neves é considerada "A avenida paulista baiana" e a tendência de expansão em Salvador é para Av. Paralela. O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador não garante a preservação dos remanescentes da Mata Atlântica da Avenida.

A Mata Atlântica é um patrimônio natural de todos os moradores, porque garante qualidade de vida, não só pelo bem-estar de quem a admira, mas por controlar o clima da cidade, proteger encostas, regular o fluxo dos mananciais hídricos e assegurar a fertilidade do solo. Os dados são da Fundação SOS Mata Atlântica.
A Avenida Paralela continua sendo considerada uma área de expansão urbana, o que possibilita que a mata seja suprimida para dar lugar a novos empreendimentos.

Revisão do Plano Diretor não garante a preservação da Mata Atlântica. A avenida permanece zona residencial.
A tão aguardada revisão dos aspectos ambientais do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador não garante a preservação dos remanescentes da Mata Atlântica da Avenida Paralela (Luís Viana Filho).

A nova revisão, frustrou as expectativas dos que esperavam uma proteção integral de uma das mais importantes áreas ambientais da cidade, que abriga espécies em extinção da fauna (mamíferos, aves, répteis e anfíbios) e flora.

Na revisão do Plano Diretor, a Avenida Paralela continua sendo considerada uma área de expansão urbana com fins residenciais, o que possibilita que a mata seja suprimida para dar lugar a novos empreendimentos imobiliários.

A revisão, que foi feita em três meses por grupos de estudos da Superintendência de Meio Ambiente, fez apenas uma recomendação para que os fragmentos da Mata Atlântica da Paralela sejam inseridos como Área de Proteção Ambiental (APA), mas não diz como ou quando isto será feito.

A revisão do Plano Diretor não fez estudos técnicos para o zoneamento da Paralela, fundamental para indicar os usos que ela poderá ter. Nada mais é dito sobre este bioma na revisão do Plano Diretor entre os recursos a proteger ou dentre as áreas de valor ambiental e nenhuma proposta é feita para que seja criada uma unidade de proteção integral ou um parque.

A Paralela tem mata em vários estágios de regeneração, e a revisão perdeu a oportunidade de protegê-la, de preservar outras áreas verdes e de criar novos espaços de lazer e recreação".

Somente ocorre construções imobiliárias para classe Média MUITO alta, como podemos observar.
Se a prefeitura não garantir a proteção ao meio ambiente, o futuro da cidade será muito ruim, de má qualidade ambiental aos seus moradores, como são tantas outras. "Este é um plano danoso para a cidade, que só interessa às construtoras"

O diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, lamentou que a área verde da Paralela já tenha sido condenada em favor da especulação imobiliária. "Esta área era para ter uma proteção diferenciada, sob risco do que resta da Mata Atlântica na cidade ter o mesmo destino de degradação. Depois, melhorar a cidade vai custar muito mais caro", comentou.

-Novas obras vêm sendo autorizadas.

O Decreto Federal 750/93 proíbe o corte e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica, salvo quando necessária à execução de obras, atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse social, a menos que o Plano Diretor previsse o contrário.

A pesar disto, autorizações para novas obras, com conseqüentes supressões de vegetação da Mata Atlântica, continuam sendo autorizadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), pelo Centro de Recursos Ambientais (CRA) e pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cepram).

O diretor de Desenvolvimento de Negócios da Patrimonial Saraíba, Gustavo Sá, explicou que o Colinas de Jaguaribe e o Greenville passaram por uma análise de dois anos no CRA. "Faremos a substituição do Projeto Norte do Colinas de Jaguaribe para doar a área (15 hectares) para que o município construa um parque tecnológico, que vai desmatar uma área menor", informou.
Se fosse REALMENTE análisados por pessoas que REALMENTE entendem sobre PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, com CERTEZA esses projetos não seriam liberados.

Segundo Sá, a construtora só fará a supressão de vegetação nas ruas, as lagoas não serão aterradas e a construção de prédios não precisará de muita terraplanagem. Para ele, a Paralela é uma área para onde a cidade inevitavelmente irá se expandir, e é melhor que isso aconteça de forma planejada e não irregular, como no Bairro da Paz.
Se vai expandir diretor, vamos acabar logo com tudo, né? Afinal um verde a menos alí, outro aqui, com certeza não irá fazer falta. Mas quando acabarem com tudo e estivermos no meio de mais desgraças ambientais, a gente pensa em replantar tudo e rever todas o nossos conceitos ambientais.

Desmatamento:

Na década de 70, havia 20 milhões de hectares de Mata Atlântica na Paralela. Hoje eles são cinco milhões. Abaixo, os principais novos desmatamentos autorizados pelo Estado.

- Residencial Alphaville 124 hectares desmatados = 150 estádios*
- Hospital do Coração 4,5 hectares desmatados = 5,4 estádios
- Residencial Greenville 90 hectares desmatados = 109 estádios
- Colinas de Jaguaribe 146,79 hectares desmatados = 178 estádios
- Conj. Hab. JS 4 hectares desmatados = 4,8 estádios
- Loteamento JG 6,7 hectares desmatados = 8 estádios

Quantos estádios a mais teremos que desmatar para tomar a vergonha na cara e parar com isso?

"A NATUREZA trabalha em silêncio e não se defende... MAS SE VINGA !!"


A história das coisas.

Documentário super interessante que assisti. Espero que gostem e criem essa consciência. Vale apena reservar 20min do seu tempo para assisti-lo.

O que é História das Coisas ?
Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.
História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.
História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.


Versão dublado do documentário The Story of Stuff, de Annie Leonard.



Pensem bem antes de sair consumindo tudo que te "agrada" por ai.
Comprem somente o necessário.

PRESERVE!

Como ajudar a "salvar" o Meio Ambiente.



1. Informe-se
Acompanhe as notícias sobre o meio ambiente, atualize-se, estude a fundo os aspectos que mais lhe interessam
2. Aja localmente
Pense a respeito de como colaborar na família, na vizinhança, na escola dos filhos e na comunidade. Participe mais de tudo e difunda suas idéias sobre um mundo melhor.
3. Pense localmente
Estabeleça vínculo entre temas locais e globais. Apesar de magnitudes diferentes, os dois universos se correlacionam.
4. Some
Antes de pensar em formar uma organização não-governamental, procure ema parecida na qual você possa se engajar.
5. Otimismo é fundamental
Envolva-se de maneira criativa e divertida. Se quer atrair outras pessoas, pense em discursos e eventos positivos.
6. Seja efetivo
Envolva-se, torne-se ativo, mas não duplique suas obrigações. Trabalhe para ampliar sua efetividade.
7. Crie notícia
Identifique temas que possam interessar a muitas pessoas. Então, escreva para jornais, revistas, redes de rádio e TV.
8. Planeje sua família
Se a população da Terra, em 2050, ficará em 7,9 ou 10,9 bilhões de pessoas, conforme projeta a ONU, a diferença será de um filho por casal.
9. Não polua
Não jogue pilhas e baterias de celular no lixo comum. Mantenha bacias hidrográficas, rios, represas e lagoas livres de lixo ou qualquer tipo de resíduo. Lembre-se: o cano que sai da sua casa provavelmente deságua num rio, numa lagoa ou no mar.
10. Preserve a biodiversidade
Espécies animais e vegetais merecem respeito. Plante árvores: elas produzem oxigênio e são abrigos para aves.
11. Seja coerente
Economize energia, água, prefira equipamentos que não prejudiquem a camada de ozônio, reutilize materiais, recicle o lixo caseiro, use menos o carro, ande mais a pé, evite produtos de origem animal.
12. Passe a sua vida a limpo
Reveja seu estilo de vida. Pense num padrão condizente com o mundo sustentável.
13. Boicote
Engaje-se em movimentos de boicote a produtos que não respeitam o meio ambiente. Aliás, nem espere por moviemntos: faça isso sempre que cair a ficha.
14. Eleja e cobre
Fiscalize o trabalho e a postura dos deputados e senadores ligados à sua comunidade ou cidade. Escreva para eles fazendo sugestões ou cobranças.
15. Separe
Nunca na história tivemos acesso a tanta informação - e também a tantas opiniões diferentes. Faça a coisa certa.
16. Ensine as crianças
Preparar as novas gerações à luz de princípios ecológicos é a garantia de um mundo mais redondo daqui para frente.
17. Acredite no futuro
Estimule idéias inovadoras, invista em grupos não-governamentais, renove sua crença de que tudo vai dar certo. Quanto mais pessoas acreditarem na paz, mas ela será possível.


Acredite na consciência verde, MUDE.

A culpa não é somente da chuva.

Políticos costumam lembrar que são responsáveis por ocupações desordenadas somente quando acontecem tragédias como as que vem ocorrendo no Rio de Janeiro, Niterói ou Salvador. As desculpas são as piores possíveis: "Se eu soubesse dos riscos eu teria tomado providências!" ou "Nenhuma cidade está preparada para chuvas assim".

Dá pra engolir isso? Quando vemos imagens de desabamentos provocados pela chuva quase sempre vemos bananeiras nesses locais. Essa planta não ajuda a segurar o solo em caso de chuvas. Diversas espécies de árvores cumpririam muito bem este papel. A erosão é um processo natural, mas o homem consegue "sem querer" acelerar o fenômeno de maneira alarmante.Mas a dimensão poderia ter sido bem menor se houvesse uma política de prevenção, manutenção e de ação para socorrer as vítimas.

Tudo isso parece faltar. Mas numa hora dessas é preciso observar as reações da sociedade quando se fala em retirar as pessoas das zonas de risco e colocá-las em condições dignas de moradia.

Projetos importantes para as populações de baixa renda, e sua inclusão também irá reduzir a quantidade de tragédias nas chuvas que costumam abalar periodicamente a cidade. Mas setores da política brasileira tratam o PAC, programa que congrega estas obras, como peça de ficção e anunciam o seu fim caso cheguem ao poder.

A mídia aliada a esses segmentos também detona o programa, como fez o Estadão em editorial contra o PAC 2: “A maior parte do programa não passa de um amontoado de restos do PAC 1, de promessas destinadas a seduzir uma parte do eleitorado urbano: mais casas, transporte, água, luz, saneamento e outros serviços essenciais. Anunciaram-se 2 milhões de moradias, o dobro do número previsto no programa Minha Casa, Minha Vida, ainda quase todo no papel.”

E não é exatamente isso que se quer? Ou os serviços essenciais só devem se destinar a uma parte da população. O PAC 2 tem entre seus projetos o Cidade Melhor, com o objetivo de enfrentar os principais desafios das grandes aglomerações urbanas e prevê 57 bilhões de reais para obras de saneamento, contenção de encostas e drenagem.

Um projeto como esse deveria ser saudado e a sociedade convocada a acompanhá-lo de perto para que cumpra os seus objetivos e não fique no papel, como afirma o editorial. A sua não realização seria uma perda para as metrópoles brasileiras que agonizam com a falta de mobilidade urbana, a violência e a exclusão social. Se nada for feito, na próxima chuva será a mesma tragédia.

Vibrações positivas a todos aqueles que passam necessidade por conta dessas tragédias.

Indústria do tabaco realiza atividades de preservação ambiental.


O Sindicato da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas comemoraram o Dia Nacional da Conservação do Solo na quinta-feira, 15, reforçando as ações de preservação ambiental. É por meio do trabalho dos orientadores agrícolas que os produtores integrados recebem informações sobre as melhores práticas, como cultivo mínimo, plantio direto e adubação verde.

Além do trabalho contínuo de orientação, o Programa Microbacias, realizado desde 2005, reiniciou suas atividades de coleta de amostras de solo junto às microbacias de Arvorezinha, Cristal e Santa Cruz do Sul. O acompanhamento é realizado por pesquisadores do Departamento de Solos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Emater, além de parcerias internacionais com universidades da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Para o Professor Jean Minella, do Departamento de Solos da UFSM, responsável pelo monitoramento dos resultados do programa, as ações tem como objetivo principal a avaliação do impacto das atividades agrícolas e de ocupação das terras sobre o solo e os recursos hídricos. “No período de estudo, 2002 até o momento, o manejo do solo foi modificado sensivelmente com a introdução gradual de práticas de conservação do solo como o cultivo mínimo, o plantio em nível, o uso de plantas de cobertura, dentre outras práticas”, revela Minella.

Lembrando a vocês:

Segundo maior poluidor das praias brasileiras, a bituca de cigarro leva cerca de cinco anos para sumir do mapa. Enquanto isso, segue matando animais e aves marinhos, que confundem a bituca com alimento, entopem bueiros e poluem o solo e as águas com suas substâncias tóxicas - chumbo, cádmio e arsênio. Em alguns casos podem causar incêndios. Apesar de experiências, transformando a bituca em papel, ela ainda é considerada um item não reciclado.

Em Londres, jogar bituca de cigarro na rua custa uma multa de 50 libras.

Bitucas de cigarro jogados nas ruas e nas praias criam sedimento tóxico e podem poluir tanto quanto o esgoto comum.


Preservem nosso bem maior, a natureza.
Paz a todos.

Mudança de clima no Nordeste.

Bahia-Salvador-Imbuí.
É conhecido que as chuvas do semi-árido da região Nordeste apresentam enorme variabilidade espacial e temporal. Anos de secas e chuvas abundantes se alternam de formas erráticas, e grandes são as secas de 1710-11, 1723-27, 1736-57, 1744-45, 1777-78, 1808-09, 1824-25, 1835-37, 1844-45, 1877-79, 1982-83, e 1997-98. A ocorrência de chuvas, por si só, não garante que as culturas de subsistência de sequeiro serão bem-sucedidas, e um veranico ou período seco dentro da quadra chuvosa pode ter impactos bastante adversos à agricultura da região. O regime pluviométrico de uma determinada região mantém uma forte relação com as condições hídricas do solo. Visto que a precipitação na região Nordeste apresenta uma grande variabilidade no tempo e espaço, a ocorrência de chuvas, por si, não garante que as culturas de subsistência serão bem sucedidas. No semi-árido é freqüente a ocorrência de períodos secos durante a estação chuvosa que, dependendo da intensidade e duração, provocam fortes danos nas culturas de subsistência.
A região Nordeste caracteriza-se naturalmente como de alto potencial para evaporação da água em função da enorme disponibilidade de energia solar e altas temperaturas. Aumentos de temperatura associados à mudança de clima decorrente do aquecimento global, independente do que possa vir a ocorrer com as chuvas, já seriam suficientes para causar maior evaporação dos lagos, açudes e reservatórios e maior demanda evaporativa das plantas. Isto é, a menos que haja aumento de chuvas, a água se tornará um bem mais escasso, com sérias conseqüências para a sustentabilidade do desenvolvimento regional.
O sistema elétrico brasileiro depende do regime de chuvas. Uma pequena redução da quantidade de chuvas ou um pequeno aumento da evaporação pode levar a zero a geração de energia em grandes áreas do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Sentimos isso em 2001, durante o “apagão”. Aquilo foi provocado pelas poucas chuvas no sistema hidrelétrico do Sudeste, e bastou um aumento da temperatura de um ou dois graus, e a quantidade de água perdida para a evaporação, e o excesso de uso de energia para fazer funcionar sistemas de ar acondicionado e refrigeração, foram suficientes para levar os níveis dos reservatórios das usinas hidroelétricas a níveis próximos a zero, comprometendo a geração de energia.
Essas mudanças no clima do Nordeste no futuro podem ter os seguintes impactos:
-A caatinga pode dar lugar a uma vegetação mais típica de zonas áridas, com predominância de cactáceas. O desmatamento da Amazônia também afetará a região.
-Um aumento de 3ºC ou mais na temperatura média deixaria ainda mais secos os locais que hoje têm maior déficit hídrico no semi-árido.
-A produção agrícola de subsistência de grandes áreas pode se tornar inviável, colocando a própria sobrevivência do homem em risco.
-O alto potencial para evaporação do Nordeste, combinado com o aumento de temperatura, causaria diminuição da água de lagos, açudes e reservatórios.
-O semi-árido nordestino ficará vulnerável a chuvas torrenciais e concentradas em curto espaço de tempo, resultando em enchentes e graves impactos sócio-ambientais.
-Com a degradação do solo, aumentará a migração para as cidades costeiras, agravando ainda mais os problemas urbanos.
-Porém, e mais importante, espera-se uma maior freqüência de dias secos consecutivos e de ondas de calor decorrente do aumento na freqüência de veranicos.
Conseqüências da mudança do clima no Nordeste:
A elevação do nível dos oceanos, aumento da intensidade e da freqüência das ressacas nos últimos anos, a ocupação irregular da orla e mudanças provocadas pelo homem nos rios que desaguam no mar são apontados, por especialistas em climatologia e fenômenos marinhos, como causas mais prováveis da redução das praias. Uma elevação de 50 cm no nível do Atlântico poderia consumir 100 metros de praia no Norte e no Nordeste. Em Recife, por exemplo, a linha costeira retrocedeu 80 metros de 1915 a 1950, e mais de 25 metros de 1985 e 1995.
Os ambientalistas estão preocupados também com a caatinga, apontada como uma das ações mais urgentes. A caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, abriga uma fauna e uma flora únicas, com muitas espécies endêmicas, ou seja, que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Trata-se de um dos biomas mais ameaçados do Brasil, com grande parte de sua área tendo já sido bastante modificada pelas condições extremas de clima observadas nos últimos anos, e potencialmente são muito vulneráveis às mudanças climáticas.
O clima mais quente e seco poderia ainda levar a população a migrar para as grandes cidades da região ou para outras regiões, gerando ondas de “refugiados ambientais”, aumentando assim os problemas sociais já existentes nos grandes centros urbanos do Nordeste e do Brasil.
O que pode ser feito:
A população mais pobre é a que sofrerá mais e a região mais afetada seria um quadrilátero no Nordeste, compreendendo desde o oeste do Piauí, o sul do Ceará, o norte da Bahia e oeste de Pernambuco, onde estão as cidades com menor desenvolvimento humano. As projeções de clima para o futuro indicam riscos de secas de 10 anos ou mais.
Para um país com tamanha vulnerabilidade, o esforço atual de mapear tal vulnerabilidade e risco, conhecer profundamente suas causas setor por setor, e subsidiar políticas públicas de mitigação e de adaptação ainda se situa bem aquém de suas necessidades. O conhecimento sobre impactos setoriais avançou um pouco sobre a vulnerabilidade da mega diversidade biológica e de alguns agro-ecossistemas (milho, trigo, soja e café) às mudanças climáticas, com indicações iniciais de significativa vulnerabilidade. Nos setores de saúde, recursos hídricos e energia, zonas costeiras, e desenvolvimento sustentável do semi-árido e da Amazônia, a quantidade de análises de impactos e vulnerabilidade é substancialmente menor, o que aponta para uma premente necessidade de induzir estudos para esses setores.
São mais comuns os estudos de vulnerabilidade a mudanças dos usos da terra, aumento populacional e conflito de uso de recursos naturais, porém, é urgente um esforço nacional para a elaboração de um “Mapa Nacional de Vulnerabilidade e Riscos às Mudanças Climáticas”, integrando as diferentes vulnerabilidades setoriais e integrando estas com as demais causas de vulnerabilidade. Um plano contra a mudança climática incluiria tanto ações de adaptação (como mudar o zoneamento em cidades litorâneas para evitar o avanço do mar) quanto de mitigação.
Implementação de um sistema:
Considerando a sensibilidade do Nordeste às variações climáticas, e ante uma potencial mudança do clima nessa região, considerada como a mais vulnerável às reduções de chuva e aumento das temperaturas, é necessária uma ação coordenada do governo para enfrentar a mudança de clima. O governo brasileiro está criando um sistema para prever a ocorrência de grandes períodos de seca no semi-árido e apontar as áreas suscetíveis a um processo de desertificação desencadeado por mudanças climáticas.
Batizado de Sistema Brasileiro de Alerta Precoce de Secas e Desertificação, o projeto visa à criação e implantação de um sistema, que permita trabalhar com a questão mais imediata que são as grandes secas episódicas que atingem a região, assim como a criação de uma ferramenta de diagnóstico para identificar as áreas mais afetadas pela degradação ambiental, e mais suscetíveis à desertificação.
Fonte: IPCC ( Intergovernmental Panel on Climate Change )
Entenda o que é IPCC, click aqui

Luzes na minha janela.

video

Tempestade que ocorreu em salvador na noite de quarta-feira ( 07/04/2010 ).

Pela janela do quarto, eu posso ver tudo e ir muito mais além.

Paz.

Chove chuva, chove sem PARAR!

A chuva forte que caiu durante a noite desta quarta-feira (07) e toda a madrugada desta quinta-feira (08), causou muitos problemas. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para hoje é que o temporal será mais forte ainda.
As chuvas caem em todos os bairros da capital baiana. No interior, a situação também é de muita preocupação.

Mais de 50 milímetros de chuva devem cair em Salvador nesta quinta-feira. Para o Corpo de Bombeiros a noite foi de muito trabalho. Foram chamados por alagamentos, ameaças de desabamento, oito de destelhamento de casas devido a ventania em diversos bairros de Salvador (Nova Brasília, Cajazeiras 4, Mussurunga, São Tomé de Paripe, entre outros) e Região Metropolitana, como Simões Filho e Dias Dávila.

O registro mais grave aconteceu em Mata de São João, por volta das 04h de hoje um raio caiu em um duto, resultando no incêndio da parte elétrica de um prédio em construção num condomínio na reserva Imbassaí, na linha verde. Durante a madrugada também faltou energia no CAB, Sussuarana, parte de Itapuã, Bairro da Paz.
A Codesal recomenda que moradores de áreas de riscos procurem algum local seguro para evitar que sejam atingidos por desabamentos ou deslizamentos. Já em caso de alagamento perto da residência é recomendado que se saia do local. O número da Defesa Civil é 199.

A Codesal atendeu na manhã de hoje, até as 10h00, 115 solicitações de emergência. Foram quatro alagamentos de área, 24 ameaças de desabamento de imóvel, uma ameaça de desabamento de muro, 22 ameaças de deslizamento de terra, 35 ameaças de queda de árvore.

Além de dez árvores caídas, dois desabamentos de imóvel, três desabamentos parciais, 13 e um galho de árvore caído. Os bairros mais atingidos são: Águas Claras, Sussuarana, Paripe, Castelo Branco, Bairro da Paz, Federação e Mussurunga I.


Se preparem, pois a chuva prevista para hoje será ainda mais forte que a de ontem.


Que Deus proteja a todos.

Crimes ambientais.


-O que são crimes ambientais?
São considerados crimes ambientais toda e qualquer ação que causar poluição de qualquer natureza que resulte ou possa resultar em danos à saúde ou que provoque a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora.
Enquadram-se nesses casos:
• Tornar uma área, urbana ou rural, imprópria para ocupação humana.
• Causar poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que momentânea, dos habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos diretos à saúde da população.
•Causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público de água de uma comunidade.
• Dificultar ou impedir o uso público das praias.
• Lançar resíduos sólidos, líquidos ou gasosos ou detritos, óleos ou substâncias oleosas em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos.
• Deixar de adotar, quando assim o exigir a autoridade competente, medidas de precaução em caso de risco de dano ambiental grave ou irreversível.
A lei é realmente é aplausiva. Porém falta só ser executada corretamente, pois não vejo nada disso sendo devidamente respeitado.
Alguns casos especiais:
• Executar pesquisa, lavra ou extração de resíduos minerais sem autorização, permissão, concessão ou licença ou em desacordo com a obtida.
• Produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica, em desacordo com a lei (se o produto ou a substância for nuclear ou radioativa, a multa a ser paga é aumentada ao quíntuplo).
• Construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente poluidores, sem licença ou autorização ou contrariando as normas legais e regulamentos.
• Disseminar doença, praga ou espécies que possam causar dano à agricultura, à pecuária, à fauna, à flora ou aos ecossistemas.
• Conduzir, permitir ou autorizar a condução de veículo automotor em desacordo com os limites e exigências previstas em lei.
• Importar ou comercializar veículo automotor sem licença para uso da configuração de veículos ou moto expedida pela autoridade competente.
• Alterar ou promover a conversão de qualquer item em veículos ou motores, que provoque alterações nos limites e exigências ambientais previstas em lei.
A Lei de Crimes Ambientais pune os autores dessas ações, com multas que variam de R$ 1.000,00 a R$ 50.000.000,00 ou mesmo multa diária.
Guia de produtos tóxicos:
Os produtos abaixo, se ingeridos ou inalados em determinadas quantidades, fazem mal à saúde e podem levar a morte. Apesar disso, muitas dessas substâncias estão presentes no nosso dia-a-dia nos alimentos, na água ou no ar. Veja o que são e como evitar o contato com essas substâncias.
• Chumbo
• Mercúrio
• Pesticidas com organofosfato
• Ftalatos
• Dióxido de nitrogênio
• Monóxido de carbono
• Hidrocarbonetos
• Ozônio
• Material particulado
• Metais pesados
• Óxidos Sulfúreos
• Cotinina
Saiba mais sobre esses produtos, click aqui.
Fonte: Sabesp