Mata atlântica x Crescimendo da Avenida Paralela.

Atualmente a Av. Tacredo Neves é considerada "A avenida paulista baiana" e a tendência de expansão em Salvador é para Av. Paralela. O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador não garante a preservação dos remanescentes da Mata Atlântica da Avenida.

A Mata Atlântica é um patrimônio natural de todos os moradores, porque garante qualidade de vida, não só pelo bem-estar de quem a admira, mas por controlar o clima da cidade, proteger encostas, regular o fluxo dos mananciais hídricos e assegurar a fertilidade do solo. Os dados são da Fundação SOS Mata Atlântica.
A Avenida Paralela continua sendo considerada uma área de expansão urbana, o que possibilita que a mata seja suprimida para dar lugar a novos empreendimentos.

Revisão do Plano Diretor não garante a preservação da Mata Atlântica. A avenida permanece zona residencial.
A tão aguardada revisão dos aspectos ambientais do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador não garante a preservação dos remanescentes da Mata Atlântica da Avenida Paralela (Luís Viana Filho).

A nova revisão, frustrou as expectativas dos que esperavam uma proteção integral de uma das mais importantes áreas ambientais da cidade, que abriga espécies em extinção da fauna (mamíferos, aves, répteis e anfíbios) e flora.

Na revisão do Plano Diretor, a Avenida Paralela continua sendo considerada uma área de expansão urbana com fins residenciais, o que possibilita que a mata seja suprimida para dar lugar a novos empreendimentos imobiliários.

A revisão, que foi feita em três meses por grupos de estudos da Superintendência de Meio Ambiente, fez apenas uma recomendação para que os fragmentos da Mata Atlântica da Paralela sejam inseridos como Área de Proteção Ambiental (APA), mas não diz como ou quando isto será feito.

A revisão do Plano Diretor não fez estudos técnicos para o zoneamento da Paralela, fundamental para indicar os usos que ela poderá ter. Nada mais é dito sobre este bioma na revisão do Plano Diretor entre os recursos a proteger ou dentre as áreas de valor ambiental e nenhuma proposta é feita para que seja criada uma unidade de proteção integral ou um parque.

A Paralela tem mata em vários estágios de regeneração, e a revisão perdeu a oportunidade de protegê-la, de preservar outras áreas verdes e de criar novos espaços de lazer e recreação".

Somente ocorre construções imobiliárias para classe Média MUITO alta, como podemos observar.
Se a prefeitura não garantir a proteção ao meio ambiente, o futuro da cidade será muito ruim, de má qualidade ambiental aos seus moradores, como são tantas outras. "Este é um plano danoso para a cidade, que só interessa às construtoras"

O diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, lamentou que a área verde da Paralela já tenha sido condenada em favor da especulação imobiliária. "Esta área era para ter uma proteção diferenciada, sob risco do que resta da Mata Atlântica na cidade ter o mesmo destino de degradação. Depois, melhorar a cidade vai custar muito mais caro", comentou.

-Novas obras vêm sendo autorizadas.

O Decreto Federal 750/93 proíbe o corte e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica, salvo quando necessária à execução de obras, atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse social, a menos que o Plano Diretor previsse o contrário.

A pesar disto, autorizações para novas obras, com conseqüentes supressões de vegetação da Mata Atlântica, continuam sendo autorizadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), pelo Centro de Recursos Ambientais (CRA) e pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cepram).

O diretor de Desenvolvimento de Negócios da Patrimonial Saraíba, Gustavo Sá, explicou que o Colinas de Jaguaribe e o Greenville passaram por uma análise de dois anos no CRA. "Faremos a substituição do Projeto Norte do Colinas de Jaguaribe para doar a área (15 hectares) para que o município construa um parque tecnológico, que vai desmatar uma área menor", informou.
Se fosse REALMENTE análisados por pessoas que REALMENTE entendem sobre PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, com CERTEZA esses projetos não seriam liberados.

Segundo Sá, a construtora só fará a supressão de vegetação nas ruas, as lagoas não serão aterradas e a construção de prédios não precisará de muita terraplanagem. Para ele, a Paralela é uma área para onde a cidade inevitavelmente irá se expandir, e é melhor que isso aconteça de forma planejada e não irregular, como no Bairro da Paz.
Se vai expandir diretor, vamos acabar logo com tudo, né? Afinal um verde a menos alí, outro aqui, com certeza não irá fazer falta. Mas quando acabarem com tudo e estivermos no meio de mais desgraças ambientais, a gente pensa em replantar tudo e rever todas o nossos conceitos ambientais.

Desmatamento:

Na década de 70, havia 20 milhões de hectares de Mata Atlântica na Paralela. Hoje eles são cinco milhões. Abaixo, os principais novos desmatamentos autorizados pelo Estado.

- Residencial Alphaville 124 hectares desmatados = 150 estádios*
- Hospital do Coração 4,5 hectares desmatados = 5,4 estádios
- Residencial Greenville 90 hectares desmatados = 109 estádios
- Colinas de Jaguaribe 146,79 hectares desmatados = 178 estádios
- Conj. Hab. JS 4 hectares desmatados = 4,8 estádios
- Loteamento JG 6,7 hectares desmatados = 8 estádios

Quantos estádios a mais teremos que desmatar para tomar a vergonha na cara e parar com isso?

"A NATUREZA trabalha em silêncio e não se defende... MAS SE VINGA !!"


4 comentários:

Júnior disse...

Você quer que deixem de contruir o HOSPITAL do coração por causa do mato da Paralela?? Poupe-me.

Processos Ambientais Senais 2010 disse...

Sim meu filho, tudo bem que é uma construção de um Hospital, mas tem que desmatar mais áreas de mata por causa disso? Por quê não construir em algum lugar que já tenha sofrida ação antrópica. Temos que ter consciência que tudo que fazemos hoje, terá consequências no futuro. Não adianta fazermos alguma coisa no intuito de melhora-la, sabendo que estamos acabando com outra coisa. Você acha que é pouca coisa quase 100 hectares de mata atlântica. Temos que rever nossos conceitos, pois é por causa deles que vivemos num mundo cheio de problemas.

Só reflita sobre as ações que estão sendo feitas em cima do meio ambiente e veja se isso vale a pena mesmo ou é mais uma ação afim de desviar verbas do governo.

Sem mais,
Gabriel Araujo
Tecnólogo Ambiental

C. disse...

Quanta ignorância, é por isso que os problemas ambientais estão aí. Numa época em que só se fala em meio-ambiente, não entendo como ainda existem pessoas assim, esses assuntos me parecem tão óbvios que eu ainda me surpreendo com atitudes como essas. Mais errado do que quem fez a proposta e do que quem não se questiona é quem concorda, apoia e acime de tudo, defende. Agora eu entendo como certos políticos e o novo código florestal são eleitos.
Depois não vale reclamar das consequências, nem me refiro as alterações ambientais pq você provavelmente não deve acreditar ou não falaria tamanho absurdo; a natureza não faz mal a nós, mas ela responde as condições que impomos a ela. Os estudos estão aí, todos confirmando um ao outro, tire um dia e pesquise antes de falar besteira e acabar por influenciar outras pessoas a pensar desse jetio. POUPE-ME VOCÊ!

C. disse...

Aliás, ainda bem que é um hospital do coração, vai precisar mesmo depois de desmatar, pra onde voce acha que vão os barbeiros transmissores de chagas depois que eles perderem seu habitat?

E depois, não é MATO DA PARALELA, é a Mata Atlantica. O principal bioma do planeta que ja tem cerca de 93% da sua formaçao original desmatada e a Bahia é o 2º estado mais critico em termos de desmatamento. Informe-se!!!